quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

OS VERDADEIROS CAMPEÕES SÃO AQUELES QUE LUTAM PARA CHEGAR LÁ E NÓS CHEGAMOS!!! PARABÉNS SUB-17!!!


É sempre complicado escrever quando a gente perde alguma coisa, quando somos derrotados, mas “derrota” e “perder” não são as palavras certas para definirem o que aconteceu na tarde do dia 05 de Dezembro de 2010 no Ginásio do Madureira Esporte Clube.
Durante as semanas que antecederam a final da Copa Carioca 2010-2, aconteceram muitas coisas, dentro e principalmente fora de quadra. O outro jogo da semi-final entre A.A. Nova América x Craques do Reino não foi realizado na data prevista pela organização da competição, não por culpa das duas equipes ou da Liga Rio Copa (instituição que organiza a Copa Carioca de Futsal), a onda de violência que se instalou no Estado do Rio foi um adversário difícil de se vencer.
Nossos treinos foram suspensos por uma semana, a equipe do A.A. Nova América, que fica próxima ao Complexo do Alemão foi uma das mais prejudicadas. A equipe que se destacou na primeira fase da competição, franca favorita ao título, ficou nas semi-finais.
Este jogo entre a A.A. Nova América x Craques do Reino, que deveria ser realizado no dia 28/11/10, só foi realizado no dia 03/12, dois dias antes da grande final. Com muitos desfalques, por conta da grande onda de violência, a equipe do Nova América perdeu por 5x2 da equipe até então considerada “zebra” da competição, o Craques do Reino de Caxias.
Mesmo com pouco tempo para recuperar seus jogadores, o time do Craques do Reino veio para a final com extrema confiança. Aliás, confiança foi a palavra mais falada por nossos jogadores durante os últimos dias antes da decisão.
Ao saber do adversário na grande final, todos nós ficamos surpresos, pois, o time do Craques do Reino havia se qualificado apenas na última rodada, e ainda assim teve de contar com a derrota do ACERB para o Rio Verde para se qualificar para a semi-final. Com tanto sufoco, tanta barreira, era de se esperar na teoria, outro adversário na decisão e não o Craques do Reino.
A soberba tomou conta de parte do nosso time e alguns atletas já davam o título como certo. Mas futebol se joga, não se prevê.
No dia da grande final, antes de chegarmos ao Ginásio do Madureira, na nossa primeira resenha antes do jogo, lembro-me de citar para todo o grupo de atletas, a possibilidade de jogarmos com um goleiro linha dependendo das circunstâncias de jogo. Na hora, o que se viu foram algumas gargalhadas e o discurso de “Ta doido professor?”, “Nós vamos ganhar! Não vamos precisar disso!”, “Ta duvidando da gente professor?”...
Na hora, me deixei levar pelo entusiasmo dos atletas e realmente pensei comigo mesmo “Não fizemos isso quando mais precisamos, que foi na semi-final, por que fazer agora? Nosso time está bem encaixado, jogando bem compacto sem a bola, certinho, realmente, pra que inventar?”. Mas outro pensamento, meio que ao mesmo tempo, me atormentava... “Nós podemos precisar, não custa nada levar o uniforme reserva para um dois jogadores que executam a função de goleiro linha...”. Mas eu resolvi escutar a primeira voz e fomos para o jogo sem o uniforme reserva, limando de vez a possibilidade de jogarmos com goleiro linha.
A confiança estava em alta, estávamos indo para o nosso jogo mais importante desde a nossa fundação, em menos de um ano de trabalho, chagar a uma decisão de campeonato desta magnitude, já era algo maravilhoso, saber da possibilidade de ser campeão então era magnífico!
No vestiário, depois da resenha sobre posicionamentos, dados do adversário, jogadas ensaiadas, enfim, coisas do jogo, chamei os responsáveis dos atletas para uma última resenha com os jogadores.
Vale ressaltar aqui, a importância dos pais e responsáveis pelos atletas na nossa caminhada dentro competição, vocês foram primordiais e gostaria aqui de deixar o meu MUITO OBRIGADO PELA FORÇA!


Após os depoimentos dos responsáveis dentro do vestiário, entregamos a todos os jogadores uma camisa, nela, está escrito uma frase que retrata bem o valor nosso time, dos nossos vencedores atletas que chegaram até a decisão após muitas dúvidas, muitos questionamentos, muitas dificuldades, mas nada foi maior que a nossa fé em chegar e mostrar que independentemente do resultado do jogo final, nós havíamos conquistado coisas muito maiores que o troféu e as medalhas de campeão, A AMIZADE, O RESPEITO MÚTUO, A VALORIZAÇÃO E A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM GRUPO! 


O resultado final do jogo foi cruel conosco. Não somente pelo que passamos para poder estar na decisão, mas principalmente por tudo aquilo que fizemos durante os 40 minutos de jogo. Neste jogo, vimos, sentimos e entendemos na pele o ditado “Quem não faz, leva!”. Oportunidades de gol não faltaram, foram muitas, aos montes, mas isso não foi o suficiente.
A derrota por 2x1 para o Craques do Reino foi dolorosa demais. Não é desmerecer a qualidade do adversário, que foi encarado por muitos como “zebra” da competição, o Craques do Reino sempre obteve o meu respeito e sempre o terá.
Poderia ficar aqui citando lance a lance, todas as jogadas que criamos e que desperdiçamos, mas isso só faria pesar mais a nossa mente.
Lutamos até o fim, não desistimos e isso é o que vale. Fomos valentes e nos mostramos superiores às adversidades que nos seguiram até então. Somos um grupo de guerreiros, de homens que honram a camisa! Perdemos o jogo sim, mas adquirimos valores muito mais valiosos que qualquer troféu e medalha, e isso também vale demais!
MUITO OBRIGADO A TODOS OS JOGADORES, PAIS, RESPONSÁVEIS, AMIGOS E FAMILIARES PELO APOIO!
SINTO-ME ORGULHOSO DE PODER TRABALHAR E COLABORAR COM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DE JOVENS BATALHADORES COMO VOCÊS, NOVAMENTE, MUITO OBRIGADO POR TUDO!!!  





O Duelo Verde!


No dia 20 de Novembro de 2010, na quadra do Cassino Bangu, aconteceria até então, o nosso duelo mais importante desde a nossa fundação. O jogo contra o Rio Verde de Manguinhos pela semi-final da Copa Carioca 2010-2.
 Jogando sob um forte calor, nossa equipe precisava da vitória para se qualificar a fase seguinte, a grande final. Já a equipe do Rio Verde, precisava apenas de um empate para avançar na competição, isso por que, as equipes que terminaram a primeira fase da Copa Carioca em primeiro lugar (A.A. Nova América) e em segundo lugar (Rio Verde), ficaram com a vantagem do empate na semi-final. Nosso time terminou a primeira fase em terceiro lugar a frente do Craques do Reino de Caxias, que fechou a primeira fase na quarta colocação.
 Mesmo com estes fatores extra-quadra, entramos obstinados a vencer e passar para a grande final. Antes mesmo da nossa chegada ao local de jogo, durante a preleção do vestiário e no aquecimento do time, percebíamos uma forte corrente, uma vontade imensa de vencer, uma energia contagiante que nos guiou e nos fortaleceu ainda mais para este grande duelo.
 Na resenha final, antes do apito inicial, fechamos o time em um círculo e oramos com muita intensidade, foi de arrepiar até mesmo quem estava na torcida. Depois disso, sabíamos que tudo daria certo e que com toda dificuldade, nós faríamos um bom jogo.
 Com a bola rolando, as duas equipes começaram se estudando, poucos avanços ofensivos, ambas as equipes entraram fazendo uma marcação meia-quadra. Porém, em um lance de sorte e também competência, vimos nossos adversários aproveitarem uma cochilada e abrir o placar depois de uma jogada confusa na lateral de quadra, a bola morreu devagar no canto do nosso goleiro Guilherme, que nada pode fazer para evitar o gol. Mesmo depois deste susto inicial, mostramos o nosso poder de reação e conseguimos aos poucos impor o nosso ritmo de jogo. Com mais posse de bola e fazendo trocas rápidas, nossa equipe fechou a primeira etapa vencendo o jogo por 3x1.
 Com o placar nas mãos, começamos o segundo tempo mais devagar, atraindo o adversário para a nossa quadra de jogo e buscamos sair na base do contra-ataque. Com cinco minutos no segundo tempo, balançamos a rede adversária mais uma vez, 4x1.
 Aos poucos, começamos a rodar e poupar os jogadores que iniciaram a partida. Com as trocas realizadas, nosso ritmo de jogo se renovou, mas isso não foi o suficiente para transformar as oportunidades criadas em gol. Depois de três oportunidades claras de gol desperdiçadas, vimos nosso adversário crescer e dominar o jogo. Levamos dois gols em menos de cinco minutos, ambos em jogadas de escanteio, praticamente iguais.
 A temperatura que já estava alta subiu ainda mais e não tivemos alternativa senão parar o jogo com o pedido de tempo. Após o pedido de tempo, nosso adversário esfriou a reação e com isso, voltamos a ditar o ritmo de jogo, mantendo a posse de bola e explorando os erros do time do Rio Verde.
 Não demorou muito e o apito final foi dado e junto com ele, nossa tão sonhada e suada classificação para a final da Copa Carioca 2010-2 estava agora, de fato, concretizada!
 O Duelo verde foi marcante, um jogo que certamente ficará guardado na memória de todos que estiveram presentes naquela tarde quente de Sábado no Cassino Bangu!